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A vítima voltou dos mortos!

Pouco mais de cinco anos atrás, em novembro de 2014, Janina Kolkiewicz, uma polonesa de 91 anos, despertou dentro de um saco de cadáver no necrotério de Ostrow, uma cidade do leste polonês, poucos minutos antes da necropsia. Isso aconteceu onze horas após uma médica ter expedido seu certificado de falecimento. Nos relatórios policiais está descrito o pânico que tomou conta dos funcionários do necrotério quando perceberam que saco de cadáver estava se mexendo. A médica que realizou os exames e expediu o certificado de falecimento disse que seguiu todos os protocolos. Disse que não havia pulso, respiração e que os olhos da vítima não eram sensíveis à luz.



Submetida a necropsia, bem, vocês sabem, não teria sobrevivido. A senhora Kolkiewicz escapou por muito pouco da morte. Mas o que causou mais estranheza nesse caso é o fato dele ser recente. E de haver muitos recursos tecnológicos para a definição conclusiva quanto à morte.


No exame de um local eu passei por uma situação parecida. Assista até o final. Eu vou explicar.


Por volta de 2011, num plantão noturno, eu fui requisitado para examinar um local de morte suspeita. O evento “morte suspeita” pode resultar de inúmeros fatores. Mas morte suspeita, para que vocês entendam com clareza, é a morte em que existe dúvida quanto a estar ou não relacionada a um crime. Por isso a perícia criminal é requisitada nesses casos. Naquela noite um homem tinha morrido no interior de sua residência e havia muito sangue no entorno de seu corpo. Estava com os olhos abertos, com aquele olhar tipicamente desfocado dos cadáveres. À primeira vista, tive a nítida impressão de ele tinha batido a cabeça em decorrência de uma queda. Morte acidental, pensei. Mas como não vi sinais de que o corpo havia sido movimentado depois da queda, antes de prosseguir com as análises, perguntei aos outros agentes que médico tinha atestado o falecimento? Veio a resposta mais surpreendente: “o senhor é primeiro médico aqui, nenhum outro compareceu até o momento”. Muito rápido e surpreso expliquei que não era o médico e sim o perito. O homem ainda pode estar vivo. Precisamos de um médico! Disse já pegando o celular para avisar à central da polícia. Mas não foi necessário, nesse ínterim, os paramédicos chegaram e iniciaram os exames rapidamente. Foi incrível, mas constataram que o homem ainda poderia ser reanimado e iniciaram os procedimentos imediatamente. Alguns segundos depois, ele voltou à vida.


Fiquei contente pela vítima ter revivido, claro. Mas pensei nos protocolos. Porque alguma coisa parecia ter falhado.


Depois de algum tempo recebi a notícia de que o homem sofria de Catalepsia Patológica, uma doença que simula a morte. Fiquei sabendo que, apesar dos ferimentos, estava consciente durante todo o tempo. Disse, inclusive, que lembrava de mim e do que eu havia falado. Incrível, não é mesmo.


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