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As tragédias de 2019

O ano de 2019 nem bem começou e já está dando mostras de que não será fácil. Há três semanas estamos sendo afetados, direta ou indiretamente, por uma série de tragédias. Mesmo para nós, que diariamente tratamos de assuntos relacionados à perícia, fica difícil não se comover com fatos tão tristes. E, nesse momento tão delicado, vemos a importância do trabalho dos peritos para esclarecer o que realmente aconteceu, e dar alguma orientação para que os familiares das vítimas possam buscar justiça em decorrência da perda de seus entes queridos.


Desde o rompimento da barragem de Brumadinho, em 25 de janeiro, que tirou a vida de, até o momento, 165 pessoas (160 seguem desaparecidas), o trabalho dos peritos tem sido incessante. A ação coordenada reúne profissionais das áreas de medicina legal, antropologia forense, genética forense, odontologia forense e papiloscopia.

"A gente se emociona, mesmo com a experiência. Nos motiva no trabalho, para identificar o mais rapidamente e dar a resposta às famílias, para que possam viver seus lutos", diz o médico legista Samuel Ferreira. O perito é geneticista forense e diretor do Instituto de Pesquisa e DNA Forense do DF, vinculado à Polícia Civil.



Na noite de quarta-feira (06/02), um temporal atingiu o Rio de Janeiro e colocou a cidade em estado de crise. Segundo o Centro de Operações, esse é o último nível, em uma escala de três, e significa chuva forte a muito forte. As sirenes da Rocinha e Sítio Pai João foram acionadas às 21h48m para indicar aos moradores que deixassem suas casas e se dirigissem aos pontos de apoio. Até agora foram confirmadas sete mortes.


De acordo com dados do sistema de monitoramento da prefeitura, em alguns pontos o volume de chuva acumulado, em apenas duas horas, foi maior do que o esperado para todo o mês de fevereiro. Houve deslizamentos, alagamentos e até o desabamento de um trecho da Ciclovia Tim Maia, localizada na zona sul carioca. Todas essas instalações passarão pela perícia, segundo o prefeito do Rio, Marcelo Crivella.


Na madrugada de sexta (08/02), dez adolescentes morreram, enquanto dormiam e sonhavam em se tornar astros de futebol, no incêndio no CT do Flamengo. A perícia já sabe que o incêndio teve início no ar condicionado do quarto seis, e que se propagou rapidamente por todo o ambiente. Os mortos e feridos estavam nos quartos mais distantes da porta de saída. A presença de hidróxido de carbono nos corpos indicou que eles inalaram muita fumaça, perdendo forças para reagir, “Eles não tiveram sequer chance de deixar o local”, comentou um dos peritos envolvidos.


Devido ao estado dos corpos, oito tiveram que ser identificados pela arcada dentária, mas para outros dois garotos, sem alternativas convencionais, o reconhecimento só seria possível por meio de DNA, e o processo poderia levar meses. Porém, em nota o IML informou que a identificação aconteceu por meio da “Antropologia Forense”, ou seja, a partir da análise da biologia do esqueleto. A identificação foi possível a partir de informações sobre a estrutura física dos jogadores que foram fornecidas pelo clube e usadas para o estudo comparativo e a conclusão da análise. Veja a nota:


"O Instituto Médico Legal concluiu a identificação dos dez atletas do Flamengo. Nesse domingo, 10/02, Samuel Thomas e Jorge Eduardo foram identificados pelo processo de Antropologia Forense, ou seja, a partir da biologia do esqueleto. A identificação foi possível a partir de informações fornecidas pelo clube sobre a estrutura física dos jogadores, dados esses que foram fundamentais para o estudo comparativo e a conclusão. Os corpos permanecem no IML aguardando retirada pelos familiares".


Um acidente de helicóptero, ocorrido no início da tarde de segunda-feira, dia 11/02, tirou a vida de um dos maiores profissionais da imprensa brasileira. Ricardo Eugênio Boechat, de 66 anos, voltava de Campinas, interior de São Paulo, quando a aeronave entrou em pane. O piloto tentou fazer um pouso de emergência em uma rodovia de São Paulo, mas acabou colidindo com um caminhão. Ronaldo Quattrucci, comandante do voo, também perdeu a vida.


O que se apurou até o momento é que a empresa responsável pelo helicóptero não tinha autorização para esse tipo de serviço, ou seja, não podia transportar passageiros mediante pagamento. O certificado de voo, fornecido pela Anac, era apenas para atividades como aero-fotografia e aero-reportagem. Segundo o órgão, qualquer outra atividade remunerada não poderia ser prestada. Por isso, foi aberta uma investigação para atestar a regularidade do serviço que estava sendo realizado pela empresa.


Através de um comunicado oficial, o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) explicou que uma perícia foi enviada ao local. Veja um trecho da nota:

“A Ação Inicial é o começo do processo de investigação e possui o objetivo de coletar dados: fotografar cenas, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de pessoas que possam ter observado a sequência de eventos.

A investigação realizada pelo CENIPA tem o objetivo de prevenir que novos acidentes com as mesmas características ocorram."


Imagens da queda do helicóptero, obtidas por câmeras de segurança do Rodoanel de São Paulo, servirão para nortear as investigações a respeito das causas do acidente. O material também já foi encaminhado para a perícia.




Boechat era apresentador do Jornal da Band e da rádio BandNews FM, tinha também uma coluna semanal na revista ISTOÉ. O jornalista nasceu em Buenos Aires. Dono de um humor ácido, usava essa característica para noticiar fatos e criticar situações. O tom era frequente nos comentários de rádio, televisão e também na imprensa escrita. Ele deixa a mulher, que nos acostumamos a chamar de doce Veruska, cinco filhas e um filho.



Observem, que a perícia será fundamental para a elucidação de todos esses acontecimentos.

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