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Confirmado: Vale sabia de problemas e não fez nada.



O Canal de Perícia, através do The Intercept_, teve acesso a trechos do relatório de uma consultoria contratada pela Vale para tratar do Estudo de Impacto Ambiental (EIA), que é exigido de qualquer empreendimento que afete o meio ambiente. O estudo é a base dos processos de licenciamento. É a partir do EIA que os órgãos de controle ambiental autorizam obras ou, se for o caso, determinam o cumprimento de “requisitos” – medidas para "corrigir coisas que não estão bem".

O EIA descreve todos os detalhes necessários no sentido de que a operação seja segura. O problema é que, segundo a consultoria que foi contratada pela Vale, os instrumentos da multinacional da mineração não funcionavam adequadamente.


Relatório de 2015 constatou que os medidores de pressão não estavam funcionando.

Por exemplo, equipamentos chamados de piezômetros, que são essenciais para a medição do nível da pressão exercida pelos rejeitos e pela água sobre a estrutura das barragens, pelos relatórios da consultoria, claramente tinham problemas. Os relatórios dizem que a Vale tinha 78 piezômetros para medir diferentes pontos das barragens, mas quatro deles eram antigos (instalados há quase uma década) e “alguns foram danificados ou suspeita-se não estarem funcionando corretamente”. A pressão dos rejeitos sobre a parede de contenção é justamente o motivo mais evidente do rompimento das barragens. Pelo relatório, portanto, a Vale não poderia ter certeza, à época, de que a pressão estava sob controle, já que vários medidores eram antigos, estavam danificados ou sequer funcionavam (absurdo!).


Outros instrumentos importantes são os drenos, que conseguem medir a vazão da água. Mas, segundo a consultoria, “vários drenos encontram-se secos” – o que significa que, não estavam medindo vazão nenhuma (pode??!!).


Numa clara advertência à mineradora, os especialistas da consultoria registraram que, “como princípio, a manutenção deve ser executada imediatamente após a identificação do problema evitando-se sua progressão, conjugação com outros e ameaça à segurança das Barragens I e VI”.


Consultoria adverte a Vale quanto aos problemas e as medidas a serem tomadas.

Bem, como os problemas foram encontrados naquele momento, era um claro sinal de que não havia reação imediata da Vale diante da grave situação. Estavam jogando com a sorte.

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