Descaso e crueldade

No último dia 30 de novembro, após determinações expressas do Carrefour, um agente de segurança terceirizado, prestador de serviços do hipermercado, espancou e envenenou a cachorra “Manchinha” que, até então, vivia pelo estacionamento do estabelecimento. Manchinhas não resistiu às agressões e morreu.


A cadela "Manchinha".

Duas situações devem ser destacadas aqui: primeiro, o completo descaso do Carrefour para com o animal, totalmente indefeso e inofensivo. Não é absolutamente crível, que uma empresa multinacional bilionária, que atua em dezenas de países pelo mundo, tenha esse tipo de comportamento imoral e criminoso. E eu vou além: isso teria acontecido na França, país de origem do Carrefour? E, se tivesse, quais teriam sido as consequências? Bem, certamente haveria consequências para o infrator, o Carrefour.

O segundo ponto a ser destacado é a intensa crueldade do agente de segurança. Sinceramente, não é compreensível que um ser humano (humano?!) tenha uma atitude tão cruel, tão repugnante e tão asquerosa. Eu confesso que poucas vezes tive conhecimento de algo tão desprezível. Vejam, primeiro, ele espancou o animal usando uma barra metálica com tanta violência, que fraturou uma perna da pequena Manchinha. Depois, não contente, a envenenou. Como posso classificar um ser (me recuso a dizer humano) que faz isso?


Isso não pode ficar assim.


A meu ver, contra o Carrefour, cabe uma ação civil pública, tendo em vista que a preservação da vida e a garantia de que os animais não sejam submetidos a crueldade é, sim, interesse transindividual, de toda a sociedade e difuso, portanto. Espero que o Ministério Público atue nesse sentido. Por outro lado, contra o cruel e sórdido agente de segurança, cabe ação penal claramente tipificada na legislação vigente. Diante de todas as provas, penso que não haverá dificuldades para condená-lo.

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