Necropsia, passo a passo



Autópsia e necropsia são palavras que têm sido usadas como sinônimas. Autópsia significa "ver por si mesmo" e tem origem nos termos gregos autos = de si próprio e opsis = vista. Já, necropsia vem dos termos gregos nekros = cadáver e opsis = vista.


Para o professor e gramático Domingos Paschoal Cegalla, autópsia é um "termo usado impropriamente na Medicina Legal, ao invés de de necropsia, que é a perícia feita em cadáver para apurar a causa do óbito (causa mortis)". Baseados nessa definição, usaremos sempre o nome necropsia para nos referirmos a esse processo.


A necropsia ​é uma série de procedimentos e observações, organizada e hierarquizada, realizada no cadáver com o objetivo de determinar o que provocou a sua morte. Já a necropsia forense é feita por um médico legista e tem como objetivo esclarecer os mecanismos, as causas e os efeitos que levaram o indivíduo ao óbito.


Quando se fala em “causas da morte”, busca-se identificar se foi uma morte natural ou não, causada por meio de violência/crime.


Antes de se iniciar o exame, o médico legista deve retirar toda a roupa do cadáver e analisar as lesões, fotografando e relatando por escrito todas as evidências.


O primeiro passo da necropsia é realizar as incisões:

1. No tronco

2. Abertura do esterno

3. Na cabeça (crânio).


A incisão do tronco, que abrange o tórax e o abdômen pode ser em Y (incisão infra mamária até ao osso púbico), em T (de ombro a ombro e até o osso púbico), ou em I (desde o colo até o osso púbico).


A incisão da cabeça é feita de uma orelha à outra.


Feitas as incisões, começa-se a remover os órgãos internos (4). Depois de removidos, os órgãos são pesados (5) e dissecados (6) de forma a determinar a doença ou a lesão.


Todas as informações obtidas devem ser documentadas, de modo que, se for necessário explicar ou comprovar a causa da morte em tribunal, tenha-se tudo bem fundamentado e documentado.


Eventualmente, quando os ossos, cartilagens, ou substâncias invertebradas estão lesionadas, devem ser removidas e preservadas como prova (7).


Além do exame físico, também é determinado o intervalo pós-morte, isto é, o lapso de tempo entre a morte e a descoberta do corpo. A duração provável entre lesões, incapacitação e morte é essencial para que se compreenda que circunstâncias levaram o indivíduo ao óbito.


O último procedimento é a sutura do cadáver (8). Aproximadamente uma hora depois o corpo é liberado para identificação.

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